Como estudar textos revolucionários? Ferramentas intelectuais e digitais

[NOVA TURMA] Sábado e domingo, 19 e 20 de fevereiro, 10h00 às 12h00 e 13h30 às 15h30!

Aulas nos dias 1, 3, 8 e 10 de fevereiro, sempre às 19h!

Aulas sincrônicas via Zoom

8h de aula online

Walter · janeiro 10, 2022

Público Alvo

O curso é voltado para militantes, estudantes e pesquisadores que necessitam aprender a estudar para participar de grupos de estudo, formações e produção intelectual em suas organizações revolucionárias. Pode ser aproveitado também, por estudantes de ciências humanas em geral, que cursam graduação e pós-graduação.

O Curso

Aprender a estudar é essencial ao militante marxista. Estudar para compreender a teoria revolucionária, mas também para desenvolver um senso crítico das informações. Em um mundo de hiperfluxo informacional, a massa de informação veiculada na internet, tamanho volume de dados,  acaba gerando desinformação. Muitas questões assolam o estudante e acabam travando seu processo de aprendizagem. Por onde começar? Como estudar as obras? Como superar as dificuldades de compreensão? Qual a forma adequada de documentação?

Em geral observamos o receio dos militantes de acessar obras clássicas e imprescindíveis para sua formação. Acreditam que não estão preparados para esse ato. O presente curso vai te ensinar as bases do aprender: você sairá munido com ferramentas intelectuais-abstratas, métodos de estudo, além de uma lista de aplicativos e programas essenciais ao estudante do século XXI. Nosso curso possui aulas teóricas e práticas, com caráter de oficina, inclusive com atividades de produção de resumos, fichamento, resenhas e mapas conceituais. Tudo apoiado por uma biblioteca virtual a disposição dos cursistas.

A base do estudo está em cinco ações que o militante precisa aprender: extrair, esquematizar, interpretar, compreender, explicitar. Muito mais que decorar conceitos, o ato do estudo é um processo dialético que é perpassado por camadas de interpretação, enriquecidas por novas leituras e experiências práticas.

OBRA PRINCIPAL:

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 13 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2017. 425 p.

BIBLIOGRAFIA DE APOIO:

BIFO, Franco Berardi. Del intelectual orgánico a la formación del cognitariado. Archipiélogo: cuardenos de crítica de la cultura, Madrid, n. 66, p. 57-67, 2005.
ENGELS. Friedrich. Anti-Dühring. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.
KUPSKAYA, Nadezha Konstantinova. A construção da Pedagogia Socialista. São Paulo: Expressão Popular, 2017, 344 páginas.
MARX, Karl. O Capital. Crítica da Economia Política. Livro I, Vol.1. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968.
__. O 18 Brumário e cartas a Kugelmann. 6 Ed. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1997.
__. Manuscritos Econômico-Filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2004.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Cartas Filosóficas e outros Escritos. São Paulo: Grijalbo, 1977.
__. A Ideologia Alemã. 1º Capítulo. Lisboa: Edições Avante, 1981.
__. A Sagrada Família. São Paulo: Boitempo, 2003.
MEMMI, Albert. Retrato do Colonizado Precedido do Retrato do Colonizador. 2ª Ed. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 1977.
MÉSZÁROS, István. A Educação para além do Capital. São Paulo: Boitempo, 2005.
PISTRAK, E. Fundamentos da Escola do Trabalho. São Paulo, Brasiliense, 1981.
ROMERO, Daniel. Marx e a Técnica. Um estudo dos manuscritos de 1861-1863. São Paulo:
Expressão Popular, 2005.

Sobre o Instrutor

Walter

Autor da obra “Frantz Fanon e a Revolução Argelina”, que será lançada em 2021 pela Editora Ciências Revolucionárias. Doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2019), defendeu a tese intitulada: “Frantz Fanon e a rede intelectual argelina: circulação de ideias revolucionárias e sujeito coletivo no jornal El Moudjahid (1956-1962)”. Mestre em Educação (UFRGS, 2008), pesquisou a formação de professores e o ensino de História da África. Possui especialização em História do Mundo Afro-Asiático (2005) e Licenciatura Plena em História pela Faculdade Porto-Alegrense (2003), quando iniciou seus estudos sobre Argélia com uma monografia intitulada “O pensamento anticolonial de Frantz Fanon e a Guerra da Independência na Argélia”. Membro e cofundador do Coletivo Fanon, ao lado do Prof. Orson Soares. Em 2021 completou 20 anos de ensino de História, ministrando disciplinas como História Afro-Asiática e História Contemporânea.

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